A força está com os cosplayers

O fenômeno cosplay chegou ao Brasil no final da década de 80 e desde então tem crescido cada vez mais

Por Heloisa Ferreira Lima

Foto destacada: Beatriz interpretando a personagem Lucy do anime Fairy Tail (Arquivo pessoal)

Mas afinal, o que é ser cosplay? Da ficção para a vida real: é o ato de se vestir, maquiar e agir igual personagens. Cosplay é uma abreviatura para o termo “costume play” (costume = fantasia e play = atuar). Geralmente, os cosplayers se inspiram em personagens de desenhos, filmes, séries e games. Enquanto para alguns  ser cosplay é só um hobby, para outros é considerado um estilo de vida.

Pensando na história do cosplay no Brasil, o fenômeno surgiu no final da década 80, em um encontro de Jornada nas Estrelas e RPG, onde fãs já se caracterizavam de seus personagens favoritos. No princípio a prática de se fantasiar era considerado apenas diversão, já que a palavra cosplay ainda estava se propagando no Japão. Foi no final da década de 90 que surgiram as primeiras convenções no país, devido a popularidade de mangás e animes. A prática ressurgiu, ganhando uma grande dimensão, com nomes e características próprias.

Bárbara depois de um evento de cosplay em 2015, caracterizada como a personagem Sally, de O Estranho Mundo de Jack (Arquivo pessoal)

Bárbara Lemos (22), produtora cênica, conta que desde pequena sempre gostou de se vestir como personagens e adorava festas a fantasia. Quando descobriu o que era cosplay, com 16 anos, que começou levar a sério. “A primeira dificuldade é o preconceito da sociedade e da mídia, adoram colocar cosplayers na caixa de ‘sofrem de doenças psicológicas’ ou que são infantis”, conta. Para ela, que é cosplayer há 6 anos, o ponto positivo é poder ajudar pessoas, promover eventos beneficentes e visitas em hospitais. Já o lado negativo é que algumas pessoas não sabem respeitar o espaço do outro e acabam menosprezando quem não se encaixa nos padrões. As personagens femininas com personalidade forte, como Mercy do jogo Overwatch e Rose de Quartz do desenho animado Steven Universe, são as referências de Bárbara.

Já para a gerente de marketing Beatriz Venturini (20), o interesse começou quando ela tinha 9 anos, depois de assistir Naruto e querer muito a roupa da personagem Sakura. A partir daí que descobriu o que era cosplay e começou a investir nisso. Para ela, a primeira dificuldade foi encontrar informação sobre o assunto, já que era muito nova e os tutoriais de roupa, maquiagem e confecção estavam sempre em inglês. Hoje em dia, o maior empecilho é arrumar tempo para fazer algo bem feito. “O maior benefício que pode-se encontrar no cosplay é a felicidade de fazer algo que gosta”, conta. 

Dia do Cosplay

A representação de personagens virou um fenômeno tão grande que até ganhou uma data comemorativa: dia 21 de julho é comemorado o dia do cosplay. Nesse dia os cosplayers se reúnem, organizam eventos e comemoram juntos. Claro que interpretando seus personagens favoritos.

Além do dia do cosplay, no dia 25 de maio é comemorado o Dia do Orgulho Nerd ou Dia do Orgulho Geek. A data foi criada para fazer referência à prèmiere do primeiro filme da série Star Wars, que aconteceu em 25 de maio de 1977.

O dia dessa comemoração começou na Espanha em 2006 e não demorou até que a data se espalhasse. Em 2008, o Dia do Orgulho Nerd chegava no Estados Unidos com o nome de “Geek Pride Day”, recebendo divulgação mundial  através da internet.

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