À luz de RUs

O amor está nas ruas de Curitiba — e também nos corredores da UFPR. Conheça a história de quem encontrou o amor na universidade

Por Natalie Campos

Jackelline e Caio completarão três anos juntos no final de 2017.
Fotos: Ana Elisa Nieweglowski Photography e Caio Marçal Meyer

Fim de semestre: ainda bem! Ao menos, é o que ouvimos por aí. Chega de correria, acordar cedo e se preocupar com datas de entrega e prazos — as férias estão quase chegando, e com elas, o tão esperado descanso.

Mas, mesmo nesse finalzinho, entre suspiros de cansaço e desespero, sabemos que sentiremos falta de algumas coisas que só temos na universidade: ver os amigos todos os dias, se animar com o que está estudando, amar (ou odiar) alguns professores em conjunto e, com destaque especial neste 12 de junho, encontrar o crush nos meandros do campus.

Em homenagem a essa parte da universidade pela qual somos todos gratos, neste dia dos namorados o Jornal Comunicação ouviu a história de dois casais que se conheceram na UFPR — e que não poderiam estar mais felizes, afinal, nunca se sabe no que uma troca de olhares (ou de textos) pode resultar.

Estudar juntos faz parte da rotina de Caio e Jakelline, que namoram há mais de dois anos. Foto: José Moniz

 

Acordar cedo compensa

Foi Morfologia Vegetal, uma matéria base de Agronomia, que fez com que Jakelline Bernini e Caio Marçal Meyer se vissem pela primeira vez. Ela era monitora da disciplina e ele, calouro entusiasmado.

Eu sempre chegava cedo e assobiando, já que era uma pessoa animada com a faculdade. Mas meu ânimo acabou sendo, pouco a pouco, mais por encontrar ela do que pela faculdade em si”, comenta Caio. Em seu assobio, Jakelline reconhecia a música Wind of Change, da banda de rock, Scorpions. “Aquele som ecoava por todo o setor”, lembra a veterana.

De cumprimentos tímidos, passaram a trocar palavras e compartilhar paixões. No semestre seguinte, ambos cursaram Estatística, e foi quando se aproximaram. “Fizemos a matéria juntos, alguns trabalhos, formamos um grupo de amigos e, cada vez mais, fui gostando dela”, disse Caio.

Foi em outubro, em um encontro de amigos que deu errado, que Caio e Jakelline trocaram o primeiro beijo. Dois meses depois, ele a pediu em namoro: “Fui respondido por um grito de ‘minha nossa senhora’ e, depois de uns segundos que pareceram horas, um belíssimo sorriso e um lindo sim”.

Hoje, quase dois anos e meio depois, a timidez dos dias de Morfologia Vegetal já se foi. Jakelline e Caio passam juntos pelas dificuldades e alegrias do curso: “O Caio sempre está estudando comigo e fazendo os vários trabalhos que são solicitados, além de me acalmar muito. Pensar que a pessoa que quero pro resto da minha vida é também um companheiro de profissão é sensacional. Os papos sempre são os melhores!”, relata Jakelline.

E para o dia dos namorados? Bem, a data cair em plena segunda-feira não ajudou: “Nosso programa foi almoçar juntos no RU e estarmos juntos nas aulas”, explica Jakelline.

Ajudinha (mais que) amiga

Juntos há um ano e dois meses, Pedro Curcel e André Santos não tiveram a oportunidade de conviver tanto na universidade. “A gente não sentiu muito isso de estudar na mesma universidade porque no meu ano de calouro, o André só tinha aula na terça”, conta Pedro.

Mas para os estudantes de Publicidade e Propaganda se conhecerem, o papel da UFPR foi decisivo. Conversaram pela primeira vez no Carnacacos, comemoração de carnaval do Centro Acadêmico de Comunicação Social. “Eu fui pedir um livro emprestado porque era o único jeito plausível que achei de ir conversar”, lembra Pedro.

Depois, chamou o veterano no Facebook para pedir xerox de textos emprestados. “Já tinham mudado todos os textos, mas ele se ofereceu para levar os xerox — nenhum serviu para nada, mas eu disse que seriam super úteis”, recorda entre risadas.

Viraram amigos: saíam, se encontravam — até que um dia aconteceu. Hoje, um ano depois, se complementam até nos trabalhos acadêmicos: além de ambos terem sido diretores de arte da Prattica, Agência Experimental de Relações Públicas, partilham a mesma linha de pesquisa. “Ele fez umas produções para a iniciação científica em que eu entrei. Eu li os textos que ele produziu para usar de referência teórica, e minha linha de pesquisa vai meio que completando a dele de outro jeito”, explica Pedro.

Mas a troca de dicas e experiências vai além da vida acadêmica: “Eu vejo nossa diferença de idade como uma coisa muito boa. São sete anos de diferença. Crescemos juntos, como casal e também individualmente”, conta Pedro. André complementa: “Todos os nossos planos passam pelo essencial: ficar juntos”.

Quanto aos planejado para hoje, a comemoração em dia da semana também atrapalhou. “A gente vai almoçar em algum lugar legal, porque geralmente eu saio do trabalho meio tarde”, conclui André.

É uma delícia comemorar o dia dos namorados com quem você ama, mas para aqueles que ainda estão criando coragem para falar com aquele alguém especial, calma: o importante é começar de algum lugar. “O André era o veterano que eu tinha crush e fui pedir texto emprestado, que mesmo não ajudando nada, no final ajudou: eu consegui ter alguém incrível na minha vida”, comprova Pedro.

O Jornal Comunicação deseja a todos um apaixonante dia dos namorados.

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