Arte que se modifica no espaço-tempo urbano

Conheça alguns dos principais grafites do centro de Curitiba

Por Cássia Ferreira

Quem anda pelo centro de Curitiba não tem como deixar de reparar nos diversos graffitis espalhados pelos muros, fachadas e paredes do bairro. Uma paisagem que se modifica constantemente, seja pela degradação da arte com o tempo, motivações de ordem pública ou privada, ou detentores dos direitos sobre o local do graffiti. Num cenário de transformações rápidas a fotografia vem de auxílio para registro desta relação de espaço-tempo da arte urbana.

O grafitti surgiu com a finalidade de protesto contra a ordem social e ganhou forma de arte transgressora. Hoje é uma expressão da arte urbana com as mais diversas motivações e finalidades. Podem partir de uma ideia e forma de expressão do próprio artista, mas também podem e são encomendadas por órgãos públicos e comércios da cidade. De uma forma ou de outra, sempre é necessário a autorização do proprietário do local a ser grafitado, caso contrário pode ser considerado crime ambiental.

Quem observa os grafittis de Curitiba com atenção, consegue notar similaridades dos traços nas artes em diferentes pontos da cidade. Nem sempre é possível identificar o artista pela assinatura, muitos preferem o anonimato. A marca pode ter relevância quando o artista ainda não é conhecido, está começando ou é de outra cidade. João Marcos, um dos artistas de grafitti em Curitiba, é um dos que preferem não assinar, para ele “o próprio trabalho é assinatura”. De sua autoria exitem alguns grafittis bem conhecidos na cidade, como o rosto do Paulo Leminski na escadaria do TUC no Largo da Ordem.  Sua característica principal são artes em preto e branco e expressões faciais.

Na opinião do artista, “o graffiti no centro é meio amarrado”, devido as burocracias para se conseguir autorizações. Grande parte das áreas que poderiam ser “grafitadas” já estão ocupadas com outras artes, publicidade e alguns grafites clandestinos. Além disso os comércios e a prefeitura encomendam muitas artes, João Marcos considera que acaba tirando um pouco a liberdade de expressão do artista.

Em um passeio pelo centro de Curitiba, registramos alguns dos grafites que ilustram a cidade. Confira nas fotografias a seguir.

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