Ato de estudantes de Enfermagem chama atenção do reitor da UFPR

Ricardo Marcelo se reuniu com departamento de enfermagem para discutir a falta de professores no curso

Por Natalie Campos

Após aposentadoria e afastamento médico de professores, estudantes do curso de Enfermagem da UFPR sofrem com a falta de vagas em disciplinas obrigatórias. No dia 08/03, cerca de 40 alunos se uniram no pátio da Reitoria em um ato de visibilidade, para chamar a atenção do reitor Ricardo Marcelo à falta de docentes no curso. Foi a primeira manifestação de alunos durante a gestão do reitor que, ainda no início do evento, chamou os estudantes para diálogo.

Bianca Bork, estudante do 5º período, relata o impasse: “de uma turma de 27 pessoas, somente 7 conseguiram se matricular”. Os outros alunos teriam que ser remanejados para turmas em outros períodos, mas sem vaga garantida, já que alunos desperiodizados não têm prioridade na matrícula. A situação se repetiu em outros períodos, o que levou os estudantes a organizarem uma assembleia estudantil, onde o voto pela realização do ato venceu.

Ao se inteirar da situação, logo depois da conversa com os estudantes, o reitor marcou uma reunião com a chefe do departamento de enfermagem, Carmen Kalinowski.  No encontro, foi decidido o início da tramitação de uma vaga para professor substituto. Negociações para suprir a falta de professores afastados por motivos de saúde estão em andamento, já que afastamentos médicos não justificam novas vagas.

Reformas na previdência ameaçam futuro do curso

O problema tende a piorar nos próximos anos, já que 14 dos 33 professores do curso estão se retirando. De acordo com Carmen, três professoras já têm processos de aposentadoria encaminhados para esse ano, dos quais um foi concluído em fevereiro. “A discussão da previdência incomoda o professor. Há uma tendência para se aposentar, caso se a reforma na previdência for aprovada, mas é uma decisão pessoal”, ela afirma.

Engajamento dos estudantes de enfermagem

A assembleia e o ato de visibilidade foram organizados por estudantes do curso, dos quais poucos fazem parte do Centro Acadêmico de Enfermagem. Após a dissolução da chapa de 2015, os estudantes Péliclis Nunes e Thais Caroline Mendes de Souza são a quem os alunos recorrem quando têm algum problema. Entretanto, Nunes prevê eleições em breve: “a crise da falta de professores impulsionou as estudantes a agirem politicamente”, observa.

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