Cervejas artesanais conquistam paladar curitibano

Fabricadas com diversidade de estilos e ingredientes escolhidos criteriosamente, as cervejas artesanais satisfazem os paladares mais exigentes e vem ganhando cada vez mais fãs na capital paranaense. Ao contrário das cervejas industrializadas, produzidas e vendidas em grandes quantidades, as artesanais prezam pela qualidade. “Trabalhamos com a ideia de beber menos, mas beber melhor”, garante Mônica Cristine da Cruz, que trabalha na cervejaria curitibana Bodebrown.

A cerveja artesanal possui maior variedade de sabores que as industrializadas (Foto: Reprodução)
A cerveja artesanal possui maior variedade de sabores que as industrializadas (Foto: Reprodução)

Os clientes são atraídos pela variedade. A Bodebrown possui um total de 21 rótulos, incluindo as sazonais. Estas são chamadas de “cervejas de guarda” e têm um processo de fabricação que leva de seis a oito meses para ficarem prontas. Além de produzir e comercializar as bebidas, a cervejaria também vende artigos e ingredientes para fabricação caseira e oferece cursos para quem almeja se tornar um cervejeiro.

Marlon Hammes é cervejeiro por hobby e começou a produzir cerveja artesanal em fevereiro de 2014. Ele considera a capital do Paraná o lugar ideal para quem deseja iniciar nesse ramo. “Curitiba é um pólo de cerveja artesanal. É bem fácil encontrar os itens e ingredientes necessários e muitas pessoas vem de fora comprar aqui”, explica.

Largers x Ales

Cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, como a cevada e o trigo, que possuem amido. Pode levar outros componentes, como lúpulo, fermento, frutas e ervas e apresentar variações na receita ou no processo de produção, criando novos sabores.

Existem inúmeros estilos de cerveja que podem ser separados em dois grandes grupos, de acordo com o processo de fermentação: as largers e as ales. As larges, tipo mais comum entre as industrializadas, são fermentadas a baixas temperaturas (entre 6°C e 12°C). As artesanais geralmente pertencem ao tipo ale e são fermentadas em temperaturas altas (de 15°C a 24°C), resultando em uma bebida mais encorpada e de sabor mais acentuado.

Fabricação caseira

Égide Vendramin faz cerveja há 42 anos e iniciou como brincadeira, para acompanhar a cunhada, e desde então a bebida caseira se tornou uma tradição nas festas de Natal. “É uma paixão, ainda mais se for para dividir com a família e os amigos”, conta. Égide relembra que era comum ouvir barulhos durante a noite e pela manhã descobrir que algumas das garrafas acabaram estourando durante o processo de fermentação.

Para quem está interessado em começar sua própria produção, Marlon Hammes recomenda que procure a Associação dos Cervejeiros Artesanais Paranaenses, Acerva, que promove encontros e discussões sobre o assunto e auxilia os iniciantes. Acesse o site: http://acervapr.com.br/