Cheerleaders da UFPR se preparam para o Engenharíadas

O Cheerleading, ou animação de torcida, surgiu em 1884 na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Até 1930 o esporte era praticado apenas por homens, quando houve a criação de equipes mistas. Até 1948, os líderes de torcida faziam apenas a animação das partidas de Futebol Americano, Basquete e outros esportes, quando o líder de torcida Lawrence Herkimer criou a National Cheerleaders Association, NCA, Associação Nacional de Líderes de Torcida, que começou a organizar junto a outras associações competições entre equipes de líderes de torcida.

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Cheerleaders do C7 comemoram título do Engenharíadas 2014. (Foto: Divulgação C7)

As competições têm critérios de avaliação e movimentos principais que são avaliados pelos jurados. A acadêmica de Engenharia Civil e treinadora da equipe do C7, Carolina Bonardi, esclarece os movimentos. “O Engenharíadas separa em 6 pontos de avaliação. Nesses pontos têm acrobacias e saltos, que seriam o nosso tumbling, que é mais a parte de Ginástica Olímpica. Existem as elevações e arremessos, que são os chamados stunts, que é quando você levanta uma pessoa e segura ela ou quando você joga ela pra cima. A pirâmide seria uma combinação de stunts, com um stunt  tocando no outro. Somos avaliados na dança, que é uma dança praticamente só com movimentos de tiro”. Carolina ainda explica que a clareza dos movimentos, a ausência de erros e a expressão facial dos competidores também são critérios avaliados.

As equipes podem contar com uma quantidade de 20 a 36 integrantes. A equipe de cheerleaders do C7, que é a reunião dos Centros Acadêmicos de Engenharia e Arquitetura da UFPR, surgiu em fevereiro de 2014. A idealizadora foi a aluna de Engenharia Civil Marina Linck, que segundo relata Carolina Bonardi, teve experiência com liderança de torcida na Alemanha em um intercâmbio e trouxe a ideia para a Universidade. O time demorou em ser criado definitivamente, pois não havia o interesse na animação de torcida em si, mas sim em participar de competições. Em 2014, com a criação da competição de cheerleaders no Engenharíadas, a equipe do C7 treinou, participou e foi campeã dentre seis times competindo. A intenção para este ano é participar do Campeonato Brasileiro de Cheerleaders como primeira experiência de uma competição maior.

Há outras equipes de animação de torcida tanto focada em competição quanto animação na UFPR. O curso de Medicina tem o seu time também para competições e a equipe de Futebol Americano tem animadores voltados para o entretenimento da torcida.  “Estamos focando em uma proposta de rotina de um nível bem maior do que a do ano passado para o nosso time. Acho que o mais importante é que a gente consiga fazer essa rotina limpa, bonita. Se fizermos bonitinho realmente vai ter uma colocação legal, até porque elevou bastante o nível esse ano”, explica Carolina sobre as expectativas do time para a competição.

O aluno de Engenharia Civil e capitão da equipe, Pedro Schneider, relata o trabalho conjunto feito pela União Brasileira de Cheerleaders (UBC) com as equipes do esporte. Pedro explica que a entidade enviou cinco representantes para ministrar um curso de aperfeiçoamento para as equipes de universidades curitibanas, focando principalmente no melhoramento da técnica dos movimentos. A UBC também foca seu trabalho na segurança do esporte, que com saltos e movimentos arriscados torna-se perigoso para lesões.

O capitão da equipe ainda fala da surpresa dos integrantes da UBC com o crescimento da prática do Cheerleanding no Paraná. “Eles não imaginavam que no Paraná tinham tantas equipes de líderes de torcida existentes. Desde o evento de formação para cá não param de surgir equipes, a gente conhece de todas as faculdades uma equipe que existe ou está sendo formada”, conta.

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