Coletivos da UFPR buscam conscientizar a comunidade acadêmica

Os Coletivos da UFPR, como conceito, são grupos de discussão e estudo de interesse em comum dos alunos. Na Federal, trabalham, em sua maioria, com demandas feministas, como o Coletivo Iara e o Maio – sobre política acadêmica interna do curso do curso de Direito; o Rosas, de Pisicologia e o Coletivo Aurora, do curso de História. No Politécnico, o Coletivo Difundindo Cores trabalha com as demandas LGBTs.

Ato contra o racismo dentro da universidade, pelo Coletivo Sou Neguinha (Foto: Reprodução)
Ato contra o racismo dentro da universidade, pelo Coletivo Sou Neguinha
(Foto: Reprodução)

“A principal ação do grupo é levar o debate de gênero para dentro da universidade e problematizar a questão do machismo na Academia. Fora da faculdade, o Coletivo Iara costuma compor marchas e intervenções feministas. Nós participamos anualmente da Marcha das Vadias e da marcha do 8 de março”, conta Débora Pradella, integrante do Iara.

O Coletivo Sou Neguinha atua na conscientização sobre questões raciais. Este ano, com a mudança na política de cotas, o grupo pretende discutir ainda mais sobre o tema. “Agora, basta qualquer um fazer uma auto-declaração para ser considerado negro, não há necessidade de uma banca de verificação, o que acaba prejudicando a intenção do programa de cotas, que, entre outras coisas, é a promoção social das pessoas negras”, afirma Priscila Souza, integrante do Sou Neguinha.

Em relação ao feminismo, Priscila ressalta o feminismo negro: “É preferível pensar num feminismo negro, já que por muitas vezes as pautas das mulheres negras não são contempladas dentro do feminismo por si só, não há muita representação ou discussão, essa sororidade que muitas pregam por aí parece muito limitada”.

O grupo promove também o Cinenegro, sessões de cinema que abordam relações raciais, seguida de palestra sobre a temática do filme. Para mais informações sobre o coletivo, clique aqui.

Outras demandas

O curso de Comunicação Social da UFPR conta com um grupo de gênero, organizado por Camila de Souza Faria, ex-aluna do curso, e iniciou os encontros em 2014. “Com encontros semanais, as conversas debatiam os assuntos atuais envolvendo as questões de Gênero e LGBT, e estudos de importantes nomes na luta, como por exemplo, Simone De Beauvoir”, relata Jean Carlos Gemeli, membro do grupo.

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