ConTextura vence eleição para diretoria do SACOD

Regiane Ribeiro e Stephanie Dahn Batista devem assumir a diretoria do setor em 2018

Por Natalie Campos

Colaboração de Raisa Toledo

Os eixos centrais da Contextura são a valorização da pluralidade e da diversidade e a capacidade de integração (Fotos: Arquivo pessoal)

A chapa ConTextura foi a vencedora das eleições para a diretoria do SACOD, Setor de Artes, Comunicação e Design da UFPR. Por 258 votos, que correspondem a 70,14% do total, Regiane Ribeiro e Stephanie Dahn Batista venceram os cargos de diretoria e vice-diretoria, respectivamente. O mandato terá duração de quatro anos e sucederá a gestão de Dalton Luiz Razera e Luiz Paulo Maia. As eleições aconteceram hoje, 22 de novembro de 2017, nos três departamentos do setor.

Entre os servidores, a vencedora foi a chapa ConTextura, assim como entre os alunos do DeArtes (Departamento de Artes).

No Design, os números são semelhantes.

Entre os alunos do Departamento de Comunicação, foram 169 votos a mais para a Contextura.

As origens da chapa vencedora

Em janeiro de 2017, Regiane Ribeiro assumiu a diretoria de Comunicação Institucional da Sucom, a Superintendência de Comunicação e Marketing da UFPR. Ao entrar em contato com diretores e com a administração central como um todo, percebeu a importância de uma representação setorial forte: “A gente perde uma série de oportunidades por não ter essa representação”, explicou no debate promovido pelo MúsiCA (Centro Acadêmico de Música da UFPR). Determinada, decidiu pela candidatura.

O próximo passo foi a escolha da vice, Stephanie Dahn Batista, atual coordenadora do curso de Artes Visuais. Seguindo o acordo feito pelo Setor de que haveria um rodízio entre os departamentos, a vice-diretoria seria ocupada por um profissional do departamento de Artes. O segundo motivo foi um objetivo comum de ambas: ampliar a representação de mulheres na política universitária. “Hoje somos menos de 30% de mulheres no conselho universitário. É uma pauta importante para mim e para a Stephanie”, justificou a candidata.

O nome da chapa, Contextura, deriva dos conceitos de encadeamento e conexão, fortemente defendidos pelas candidatas. Entre suas palavras-chave, estão expansão, reconhecimento, representação política e espaços de convivência; entre seus eixos centrais, a valorização da pluralidade e da diversidade e a capacidade de integração.

União do SACOD

A Contextura defende uma gestão compartilhada: o planejamento estratégico, orçamentário e a tomada de decisões a partir de conversas com a comunidade do SACOD. O pensar coletivo se coloca inclusive na questão da junção dos campus do SACOD.

Diferentemente da chapa Convergência que acreditava na construção do novo prédio, onde hoje se encontra o prédio de Comunicação Social, a Contextura pontuou no debate a existência de uma liminar do TCU (Tribunal de Contas da União) que impede a universidade de construir novas obras enquanto as que estiverem em construção não forem concluídas. Além disso, a venda do prédio de Artes para angariar fundos, defendida pela oposição, enfrentaria o limite orçamentário da UFPR. “O valor aproximado do prédio seria 54 milhões. Neste último ano o limite máximo de recebimento na conta da UFPR, que foi o limite orçamentário, foi de 13 milhões.  Então já não teria como receber todo esse dinheiro”, defende a professora.

Ribeiro e Dahn expressaram a vontade de juntar os câmpus, mas defendem levar a discussão para a comunidade acadêmica, pensando possíveis formas de construir o prédio e também reorganizando a forma como foi concebido. “Ele foi pensado num outro momento. Hoje é uma questão extremamente complicada de ser executada”, reflete Ribeiro.

Pós-graduação

As candidatas têm propostas bem definidas quanto à pós-graduação. No debate, Batista mencionou a necessidade de fortalecimento do mestrado e doutorado de Artes Visuais: “Estamos perdendo todos os nossos alunos de excelência para as outras pós-graduações, em São Paulo e no Rio de Janeiro”. Já sobre a Comunicação, a expectativa é para a implantação do doutorado, cuja proposta foi recentemente enviada.

Ribeiro, que já foi coordenadora do PPGCOM, Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social, enumera propostas como dar condições para maior qualificação do corpo docente, auxiliar e incentivar o desenvolvimento de projetos estratégicos para os editais da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e dialogar com a PRPPG (Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação) para participar do Programa Institucional de Internacionalização.

Projetos acolhedores

As professoras também defendem a implantação de projetos de auxílio à saúde mental e contra o assédio sexual e moral, que garantem ser institucionalizado, ou seja, presente universalmente na UFPR. Para isso, propõem a criação de núcleos virtuais e presenciais de apoio e acolhimento. A declaração de que o assédio seria algo institucionalizado dentro da UFPR foi fortemente combatida pela chapa Convergência.

Integração

A criação de um catálogo de cursos com perfil interdisciplinar também é uma proposta. De acordo com postagem na página do Facebook da chapa, tais cursos englobariam Arte, Cultura Midiática, Imagem Sonora, Audiovisualidades, Comunicação Visual, Performances e outras.

Outra proposta é proporcionar espaços adequados para convivência, incluindo agências juniores, projetos experimentais, centros acadêmicos e atléticas. Outra ação que visa a integração seria a criação de uma Semana Acadêmica Integrada, cuja criação estaria sujeita a diálogos com os centros acadêmicos no início de ano. A chapa também defende que o espaço ocupado pela antiga imprensa universitária no Departamento de Comunicação se torne um centro cultural compartilhado pelo setor.

 

Confira também:

Artigo de opinião sobre primeiro debate

Perfil da nova diretora, Regiane Regina Ribeiro

Perfil do candidato Maurício Dottori

*Correção: o valor aproximado do novo prédio seria 54 milhões e, neste último ano, o limite máximo de recebimento na conta da UFPR, que foi o limite orçamentário, seria de 13 milhões, e não bilhões como havíamos escrito. Corrigido dia 23/11 às 8h15min.

 

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