Crescimento do mercado de aplicativos transforma economia criativa

Uso de aplicativos móveis no país cresceu 58% em 2015, revelando um novo cenário competitivo e criativo nos setores de tecnologia.

O Brasil foi o maior mercado de internet móvel da América Latina em 2015. (Foto: Bárbara Tanaka)
O Brasil foi o maior mercado de internet móvel da América Latina em 2015. (Foto: Bárbara Tanaka)

 

Que o acesso a aplicativos e tecnologia móvel é crescente, todo mundo sabe — basta olhar para os lados e notar que a grande maioria das pessoas está com um celular nas mãos.

O cenário é claro: 42 milhões de pessoas acessam redes sociais pelo celular, segundo pesquisa realizada pela startup PSafe em 2015. Porém, a lógica e o funcionamento da programação de aplicativos ainda provoca muitas dúvidas, por se tratar de um mercado novo e em constante transformação.

Criar um aplicativo para dispositivos móveis exige estudo e dedicação. É necessário ter conhecimento em linguagem de programação e saber um pouco de design para desenvolver a interface do projeto; sem falar no tempo e esforço gastos para inserir o app nas lojas virtuais famosas, como a App Store e a Google Play.

Essas dificuldades podem assustar quem se interessa pelo meio em um primeiro momento — mas hoje, nos deparamos com inúmeros serviços e ferramentas que permitem que qualquer pessoa faça seu próprio software, além da facilidade em encontrar cursos que ajudam a desenvolver projetos.

Foi o caso do programador João Victor Teixeira, 20 anos, fundador do canalGames Parati. Ele aprendeu a construir aplicativos por meio de cursos online. Após participar de eventos de startups promovidos pelo Google, se interessou também pelo empreendedorismo e os desafios de um novo setor de tecnologia.

“Aplicativos são muito poderosos quanto a entretenimento. Já criei um aplicativo chamado Save My Night [disponível para Android, iOS e Windows Phone] que tem o objetivo de entreter pessoas em baladas, gerando amizades com desconhecidos”, conta.

João também criou o Vestfoco, um app que organiza o tempo de estudo para matérias do vestibular com alarmes programados de acordo com as preferências do usuário. “Os melhores apps sempre surgem a partir da tentativa de solucionar problemas reais com uma forma tecnológica.”

Universo de possibilidades

As possibilidades na hora de criar um aplicativo são infinitas; desde ferramentas online em que é possível arrastar ícones para montar o app, até a criação de bases complexas de dados e inteligência artificial. Por isso, existem aplicativos criados por grandes equipes multifuncionais e projetos idealizados por uma única pessoa.

Os valores variam com a complexidade, investimento e tamanho do aplicativo — mas mesmo que o aplicativo seja gratuito, há formas de monetizá-lo: a publicidade é a mais comum, porém tem baixo retorno e requer grandes volumes de dados.

João Victor recomenda a criação de assinaturas mensais de serviços por aplicativo, assim como a venda de pacotes extra, como vidas e fases em jogos. “Outra forma comum é a de pagamento de serviços por demanda, como Ubere Airbnb, que intermediam pagamentos entre cliente e profissional, retirando uma taxa em cima da transação”, diz.

Criatividade é a chave

Mesmo sendo uma área em expansão, o mercado de aplicativos é bastante saturado. Assim, as apostas costumam se direcionar para ideias inovadoras e dinamismo na hora de criar.

Exemplo disso é o estudante de Engenharia Mecânica Gustavo Zaninelli Rocha, de 24 anos, que desenvolve um aplicativo que visa reduzir a margem de erro dos médicos em hospitais. “Um estudo feito comprovou que 26% dos diagnósticos são feitos de forma equivocada. A ideia é evitar erros mesmo”, ressalta Gustavo, que idealizou o projeto juntamente com uma estudante de Medicina. Os dados são colhidos pelo próprio médico utilizando o celular, que traz uma resposta mais precisa do diagnóstico.

Com o uso da criatividade, Gustavo conseguiu unir a paixão pela programação com uma iniciativa que se preocupa com a qualidade de vida e o espectro social. “Eu pretendo seguir essa carreira mesmo estando na Engenharia. Acho que tudo tem que andar junto com o avanço tecnológico. Acredito num futuro cada vez mais conectado”, conclui.

Para aprender a mexer com aplicativos:

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