Curitiba é a primeira cidade do sul em que Gaby Amarantos se apresenta

Gaby Amarantos - Virada Cultural
(Foto: Maíra Roesler)

As ruas de Curitiba, normalmente pouco agitadas no fim de semana, ganham uma nova vitalidade com a Corrente Cultural. Nesse Sábado, uma das grandes atrações foi o show de Gaby Amarantos, que ocorreu no palco Conexões – localizado na Boca Maldita. No começo do dia a cantora já postava em seu twitter um comentário sobre o show dizendo que iria “bem ali botar Curitiba pra tremer na Virada Cultural do Paraná!”.

O Público já aguardava ou um show divertido. “Espero que ela levante a galera, levante muito. O dia tá propício”, disse a assistente comercial Rozilei da Silva Santos. O que a trouxe para o evento foi, mais do que a cantora, o movimento e a integração. A estudante Carolina Mathias esperava na lateral do palco em busca de uma foto da cantora. “Espero me divertir, dar muita risada, tirar uma foto com a Gaby”, declarou.
O público vibrou quando a música parou repentinamente, sinalizando a entrada de Gaby no palco. Ela aparece minutos depois, vestindo uma roupa azul brilhante, e já começa com a música “Xirley”, seguida por “Beba Doida”. Na platéia, pessoas cantam e dançam, com todo o clima animado que a cantora trouxe do nordeste para o primeiro show no sul do Brasil.

Gaby Amarantos - Corrente Cultural
(Foto: Maíra Roesler)

Durante o espetáculo, a artista afirma: “não precisei ficar magra para ficar gostosa”, e também diz que não tem preconceito musical pois, para ela, música é uma coisa só. “Muito bom ver isso, essa diversidade da música brasileira”, disse. Depois do pequeno discurso, ela cantou o seu sucesso mais conhecido, “Ex Mai Love”. A música animou a platéia que cantou em coro.

Músicas de outros artistas também fizeram parte do show, como “Fogo e Paixão”, do cantor Wando, e “Evidências”, sucesso de Chitãozinho e Xororó, tudo propriamente adaptado para seu próprio estilo musical. Ela ainda ressaltou seu ar leve e animado dizendo, na brincadeira, que é “uma pessoa séria, meu show é um show sério. Vocês percebem”.

Gaby Amarantos - Virada Cultural
(Foto: Maíra Roesler)

Em meio ao público, um grupo de pessoas levantou uma bandeira de Pernambuco, e um rapaz segurava uma folha de papel sulfite onde se lia “Já coei café na cueca, agora me ame”, em referência à letra de “Xirley”. Nos prédios ao redor da Boca Maldita, muita gente assistia ao show das sacadas e janelas.
No fim do show, Gaby chamou gente da platéia para subir no palco e dançar com ela. É junto deles que ela se despede do público curitibano, perto das oito da noite. Horas depois, publicou mais um comentário em seu twitter, dessa vez dizendo que Curitiba é seu novo amor.

Recepção
Em meio à festa, porém, nem todas as pessoas presentes estavam ali por causa da cantora ou do movimento. Um grupo de jovens negros dizem estar protestando contra o fato do dia 20 de Novembro, dia da consciência negra, não ser respeitado como feriado. Segundo eles, os comerciantes achariam que daria muito prejuízo fechar seus comércios por um dia. “Estamos aqui para mostrar que existimos, e para prestigiar nossos artistas”, declarou o estudante Elton Fernandes. Eles esperavam que os artistas demonstrassem algum tipo de reconhecimento pela causa.

Tal demonstração não ocorreu, mas aqueles que estavam ali só pela diversão saíram satisfeitos. A pedagoga Jaqueline Norberto Luiz Azevedo chegou no meio do show e só saiu com elogios. “Foi muito bom, ela é muito carismática”, disse, e ainda acrescentou que a organização estava ótima, começando no horário certo e com som de boa qualidade. “Tinha expectativa de ver um bom show e isso se confirmou: bem tranquilo, pessoal tava com a família”.

Gaby Amarantos - Corrente Cultural
(Foto: Maíra Roesler)

Depois da apresentação, algumas pessoas foram até a lateral do palco na esperança de encontrar Gaby Amarantos. Faziam coro de “Gaby, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”. A professora Ana Paula Cangussu Lopes Vicente, porém, não se incomodou em fazer o mesmo, já que para ela a probabilidade de conseguir alguma coisa em meio a tanta gente é bem pequena. Sua tia, Zulmara, que a acompanhava, acrescenta: “não tenho mais idade pra correr atrás de artista, já passei dessa fase”.

Apesar de não ir atrás dela, Ana Paula afirmou gostar muito da cantora. “Não tem o que falar. Ela canta demais, é muito linda. Ela arrasa, ela arrasa mesmo”, disse a professora, que chegou no local uma hora antes para prestigiar o show.

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