Diversos movimentos apóiam a greve dos professores estaduais

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Matéria Arthur-Ocupação ALEP - Manifestação dos alunos do Colégio Estadual do Paraná em frente ao Palácio do Governo. (Foto Plínio Lopes)
Manifestação dos alunos do Colégio Estadual do Paraná em frente ao Palácio do Governo. (Foto Plínio Lopes)

Na última segunda-feira (9), teve início a greve dos funcionários da educação estadual. Após crescimento na força das manifestações, outros grupos e lideranças sindicais declararam apoio aos professores e iniciaram os protestos em frente à assembleia legislativa do estado do Paraná.

O movimento grevista ganhou força com a votação do chamado “pacotaço” da educação. O projeto foi proposto pelo governador Beto Richa (PSDB) na última terça-feira, dia 10, com a maioria dos deputados votando a favor dessas novas medidas.

Em consequência disso, houve a ocupação da câmara dos deputados. Entre os grupos que apóiam os professores, estão os agentes penitenciários, os servidores do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e alunos de universidades estaduais e colégios que sofrem com a paralisação dos educadores.

O líder dos servidores do TCE-PR (SINDICONTAS/PR), Luiz Tadeu Grossi Fernandes, manifestou estar ao lado dos professores. “Nós estamos apoiando os educadores. Hoje, trouxemos água para os manifestantes. Além disso, estamos estudando meios para barrar essa votação dos deputados”, explica.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Paraná (Sindarspen), Antony Johnson,  à greve. “O pacote do governo atinge todos os servidores, e nós, em assembleia, decidimos a greve geral, condicionada à votação na assembleia legislativa. Se a votação acontecer, nós vamos nos reunir para determinar como será a nossa greve”, disse.

Apoio dos alunos

A aluna Letícia Machado, do Colégio Estadual do Paraná, confirma o apoio dos estudantes aos professores. “A greve não é só dos professores. Ela deve englobar os alunos, professores e comunidade. Só assim ela será uma greve geral e dará os resultados que os professores reivindicam”, conta.

A estudante universitária Ellyng K. dos Santos Cordeiro, integrante do Diretório Central dos Estudantes da UFPR (DCE), argumenta que o desmonte pedagógico e o ‘pacotaço’ prejudica não só os professores, mas também os alunos e todos os servidores públicos. “Isso afeta muito, pois muitos de nós iremos fazer licenciaturas e dependemos de alguns repasses que o governo não tem feito”, diz.

Para Ellyng, a presença do DCE é vital: “É necessário que o DCE esteja aqui, assim como todos os estudantes que devem se juntar a essa luta, porque é importante para todos a qualidade de ensino”, comenta.

Eliane Figura, representante da Associação dos Professores do Paraná (APP) de Francisco Beltrão, conta que a greve não é de responsabilidade somente da APP, mas também do conjunto dos servidores do estado. “Quem está no comando da greve é o Fórum estadual dos servidores, não é a APP que está dando as diretrizes”, afirma.

As manifestações continuam acontecendo em frente à assembleia até a negociação das propostas dos professores e funcionários estaduais.

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Ocupação da Assembleia Legislativa pelos professores recebe apoio de estudantes, servidores e sindicatos

Enquanto não houver acordo entre professores e deputados, a greve continua. PM esclarece sobre possível reintegração de posse do espaço.


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