Educadores e manifestantes ocupam Assembleia Legislativa do Paraná

A entrada da Assembleia estava lotada de ocupantes (Foto Plínio Lopes)
A entrada da Assembleia estava lotada de ocupantes
(Foto Plínio Lopes)

No final da tarde de ontem, terça-feira (10), milhares de servidores públicos e manifestantes ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) de forma pacífica após a aprovação de criação da Comissão Geral. A ocupação durou a noite toda de ontem e não tem previsão para acabar, assim como a greve, segundo a APP-Sindicato.

De acordo com o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, a ocupação foi feita porque todos estão cansados da forma que o governo vem tratando a educação. “Estamos ocupando a Assembleia Legislativa do Paraná em resposta às humilhações que o governo do Estado vem implementando com o serviço público, mas em especial com a educação do Paraná”, brada Hermes.

A professora Eliane Figura, diretora do Núcleo Sindical de Francisco Beltrão e da APP-Sindicato, lembra que a ação partiu de todas as pessoas presentes. ”É a indignação das pessoas que estavam ali, não foi determinado por nenhum grupo, as pessoas ficaram muito revoltadas e entraram”, conta a professora.

No começo da manhã de hoje (11) surgiram alguns boatos sobre uma possível reintegração de posse. Segundo o Major Alex Breunig da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), nenhum pedido de reintegração havia chegado para a PM. ”A atitude é aguardar a resolução política, por enquanto não há nenhuma cogitação de uso de força contra os professores”, afirma o Major.

Ainda sobre o policiamento, ele acrescenta. ”Nós providenciamos policiamento preventivo, a polícia estava ali para garantir a segurança dos professores”.

Além dos educadores, outras instâncias do funcionalismo público também ocupam o prédio, como agentes penitenciários, profissionais da saúde e funcionários do tribunal de contas.

Comissão Geral

No total, 34 deputados estaduais votaram a favor da Comissão Geral, o que garantiria uma votação única do ”pacotaço” de medidas propostas pelo governador Beto Richa (PMDB). Segundo informações da APP-Sindicato, o governo procura outro lugar para realizar uma nova votação.

Os deputados que votaram a favor da Comissão Geral:

Alexandre Curi (PMDB)
Alexandre Guimarães (SC)
André Bueno (PDT)
Artagão Júnior (PMDB)
Bernardo Ribas Carli (PSDB)
Cantora Mara Lima (PSDB)
Cláudia Pereira (PSC)
Cobra Repórter (PSC)
Cristina Silvestri (PSC)
Dr. Batista (PMN)
Elio Rusch (DEM)
Evandro Júnior (PSDB)
Felipe Francischini (SD)
Fernando Scanavaca (PDT)
Francisco Bührer (PSDB)
Gilson de Souza (PSC)
Guto Silva (PSC)
Hussein Bakri (PSC)
Jonas Guimarães (PMDB)
Luiz Carlos Martins (PSD)
Luiz Cláudio Romanelli (PMDB)
Márcio Nunes (PSC)
Maria Victória (PP)
Mauro Moraes (PSDB)
Missionário Ricardo Arruda (PSC)
Nelson Justus (DEM)
Palozi (PSC)
Paulo Litro (PSDB)
Pedro Lupion (DEM)
Plauto Miró (DEM)
Schiavinato (PP)
Tiago Amaral (PSB)
Tião Medeiros (PTB)
Wilmar Reichembach (PSC)

Deputados que votaram contra a Comissão Geral:

Adelino Ribeiro (PSL)
Ademir Bier (PMDB)
Anibelli Neto (PMDB)
Chico Brasileiro (PSD)
Evandro Araújo (PSC)
Gilberto Ribeiro (PSB)
Márcio Pacheco (PPL)
Márcio Pauliki (PDT)
Nelson Luersen (PDT)
Nereu Moura (PMDB)
Ney Leprevost (PSD)
Paranhos (PSC)
Pastor Edson Praczyk (PRB)
Péricles de Mello (PT)
Professor Lemos (PT)
Rasca Rodrigues (PV)
Requião Filho (PMDB)
Tadeu Veneri (PT)
Tercílio Turini (PPS)

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