Em seu 22º ano, Bienal Internacional de Curitiba ocupa os espaços públicos com intenção de democratizar a arte

Bicicleta gigante em frente à Prefeitura é obra do artista Cesar Ferreira, e estará exposta até o fim da Bienal em dezembro (foto: Aléxia Saraiva)
Bicicleta gigante em frente à Prefeitura é obra do artista Cesar Ferreira, e estará exposta até o fim da Bienal em dezembro (foto: Aléxia Saraiva)

Vai começar no dia 3 de outubro a Bienal Internacional de Curitiba de 2015, que está em seu 22º ano. O evento vai contar com centenas de obras de arte contemporânea expostas em diversos espaços pela cidade, e terá como tema desta edição a “luz do mundo”, – em paralelo ao Ano Internacional da Luz, instituído pela UNESCO para 2015 no campo da ciência e tecnologia. Além disso, trará um maior foco para a arte de rua do que as edições passadas. “É uma oportunidade para que os artistas e a Bienal possam interagir no cotidiano da população, com as pessoas, com contato direto”, explica Luiz Ernesto Meyer Pereira, diretor da Bienal.

Esse foco prioritário à arte de rua remonta desde a 4ª edição, quando uma obra da artista mineira Martha Xavier foi realizada na Praça Osório, segundo ele. “O resultado foi tão positivo que a Bienal passou a solicitar aos curadores que convidem artistas que têm interesse em trabalhar em espaços que não sejam apenas aqueles como museus”, explica. Segundo a também diretora da Bienal Luciana Casagrande, o evento “ocupa os espaços públicos com a intenção de democratizar a arte”.

As obras serão expostas em mais de cem locais em Curitiba e, com exceção das exposições no Museu Oscar Niemeyer, a programação será gratuita. Entre os artistas que terão suas obras exibidas este ano, há muitos de reconhecimento internacional, como o americano Bill Viola, que vai expor a videoarte “Três Mulheres” na Catedral de Curitiba.

Essa é a primeira vez que o local abriga uma exposição de arte. Além disso, também vão estar expostas obras do franco-argentino Julio Le Parc, pioneiro da arte cinética e artista homenageado deste ano pela comissão organizadora, e da artista multimídia gaúcha Regina Silveira, que terá sua obra Quimera, que trabalha com sombras, exposta na fachada do Pátio Batel. Haverá também o Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba (CUBIC), um circuito competitivo no qual o artista com a melhor obra receberá uma residência artística na Cité Internationale Universitaire de Paris, na França.

“Três Mulheres”, de Bill Viola. Obra do artista foca nas experiências do universo humano  (Créditos: Paraná Portal)
“Três Mulheres”, de Bill Viola. Obra do artista foca nas experiências do universo humano
(Créditos: Paraná Portal)

Os artistas foram selecionados por uma equipe curatorial, tendo como curador geral o crítico de arte e professor Teixeira Coelho. “[Os curadores] desenvolvem eixos curatoriais e buscam artistas que trabalhem nessas temáticas e que realizem obras dentro desse foco”, conta Luiz Ernesto.

“A expectativa é que a Bienal atraia cerca de um milhão de visitantes este ano, tal qual em 2013”, afirma Luciana Casagrande. “Curitiba se destaca no cenário nacional, porque nós temos grandes eventos artísticos de destaque na cidade e um público muito exigente”.

“Pessoas do Brasil e do mundo visitam Curitiba para visitar as obras que são apresentadas na Bienal”, também diz Pereira. “Uma cidade que é sede de uma bienal internacional de arte contemporânea passa a ser referência para o mundo”.

Além das exposições de artes plásticas, também vai acontecer o Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba, que será realizado entre os dias 5 e 15 de outubro, exibindo filmes nacionais e internacionais, além de uma mostra universitária competitiva valendo um estágio na Academia de Cinema de Nova York para os três vencedores.

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