Empreendedores apostam em aplicativos digitais para superar a crise

O uso de aplicativos para prestar serviços de forma rápida e eficiente vem impactando cada vez mais a economia do brasileiro

Por Bruna Falce

O perfil dos novos consumidores e empreendedores tem mudado de acordo com o avanço da tecnologia. A busca por meios mais práticos e rápidos para efetuar compras e solicitar serviços está cada vez maior. Um estudo realizado pela Analysis Group refere o Brasil como um dos quatro países que mais utilizou o WhatsApp como ferramenta para comprar e vender no mundo em 2015, movimentando entre US$ 12 bilhões e US$ 28,3 bilhões, o equivalente a cerca de 1% do PIB.

As plataformas online proporcionam aproximação e personalização, além de permitir que experiências mais humanizadas de economia criativa tenham espaço de mercado junto de grandes instituições e corporações. É o caso da Uber, em que basta solicitar no aplicativo e um carro com motorista vai até você.

Para Nicolas Plaisant, motorista parceiro, “o aplicativo, é com certeza a maneira mais rápida e eficaz de transmitir as informações pra essa área”. A facilidade de adesão e a forma como o serviço é recepcionado pelo público o torna muito competitivo. Os clientes tem tratamento personalizado e qualidade no serviço, o que torna o aplicativo muito popular

Quanto à forma de trabalho, “é algo bem único e bacana, te coloca em contato com tudo que é tipo de gente, proporciona muitas experiências novas e isso já faz valer a pena”, conclui Plaisant. A liberdade de trabalhar o quanto quiser ou descansar da mesma maneira também é um ponto positivo. No final do mês, essa pode ser a única fonte de renda e ajuda a planejar passos futuros para a vida.

        Criatividade e espírito empreendedor

O Groovin atende a um segmento novo no mercado que reúne os estabelecimentos gastronômicos em categorias. Leandro Couto, dono da Startup, conta que levaram nove meses para criar a plataforma, e implementam atualizações conforme as necessidades.

Para o empresário, a inovação aliada à necessidade é a chave para o sucesso do aplicativo. “O Groovin está criando um mercado novo. Estamos  gerando uma base de dados completa para restaurantes e bares”, explica Couto.  O objetivo é que, por meio do gerenciamento de dados, a busca de clientes deixe de ser passiva para se tornar ativa, por isso a empresa não adota uma estratégia de divulgação massiva. “A divulgação é feita dentro das empresas parceiras. Hoje temos dois representantes de venda prospectando novos clientes. É assim que fazemos negócio”, complementa o empresário.

O lucro da empresa é gerado a partir de mensalidades cobradas dos estabelecimentos cadastrados que podem escolher entre dois planos, um com valor mais acessível e outro um pouco mais caro.

O crescimento da empresa é expressivo e Leandro Couto vê um bom futuro, já a curto prazo “estamos numa fase boa da empresa agora. Nossa meta é ter 10% dos estabelecimentos gastronômicos de Curitiba com o Groovin até o fim do primeiro semestre de 2017”, conclui o empresário.

        É tudo virtual?

Muitos empreendedores têm encontrado no ambiente online um apoio para a venda de seus produtos e serviços. Utilizam as ferramentas para que seus clientes tenham acesso ao que estão vendendo e possam negociar todos os detalhes da maneira mais prática, rápida e fácil possível.

Esse é o caso da Carolina Fernandes, que começou a divulgar pela internet os presentes criativos que vendia, utilizando para isso o Facebook, E-commerce e Whats App. Carolina criou um grupo chamado “Club das vaidosas” no Facebook, e encontrou um mercado muito interessante para vendas. Suas clientes tem entre 20 e 35 anos e se interessam pela facilidade de pedir os produtos em uma fanpage e recebê-los em um lugar combinado, perto de casa ou do trabalho. Ela mantém um estoque físico e entrega seus produtos pessoalmente, mas toda a interação inicial é realizada a partir de um computador ou smartphone.

Mas é confiável?

Gabriel Castro teve diversas experiências com o AirBNB, aplicativo que permite criar todo o roteiro de viagem através de um smartphone. Ele conta que no início optou por utilizar o aplicativo pelo preço, mas depois viu possibilidades bem mais incríveis que hotéis.

“Fiquei em uma casa de um casal de senhores de idade, que me deixaram totalmente à vontade, com acesso a todos os cômodos. As conversas agradáveis e o ambiente sem aquela esterilidade de hotel tornaram tudo mais confortável“, explica Castro que antes de finalizar a compra pode trocar mensagens, tirar dúvidas, ver o que havia disponível, tudo de uma forma bem pessoal.

O Airbnb ainda oferece atendimento e faz contato com a pessoa que está oferecendo o serviço para recomendar passos de segurança. “Até porque eles têm um sistema de pagamento seguro e oferecem seguro automático para os anfitriões que vierem a ter problemas físicos em casa”.

A utilização de plataformas online é uma tendência forte no mercado e promete estar em praticamente todos os segmentos, seja ele de locomoção, moradia, estabelecimentos gastronômicos, viagens, compra de produtos e muitos outros a serem descobertos e desenvolvidos.

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