Esporte ou não, truco tem torneio na UFPR

Assim como o Pebas, não se sabe ao certo qual a origem do Truco. Os primeiros registros do jogo remontam à Idade Média, na Península Ibérica. Na época, dominada pelos mouros. Mesmo assim, quem o criou e quando permanece ainda um mistério.

No Brasil, sabe-se que ele foi trazido por imigrantes portugueses, espanhóis e italianos. Com o tempo, as regras do jogo foram variando de estado para estado, com as variações mais conhecidas sendo a paulista, a mineira e a gaúcha. Apesar disso, todas possuem uma coisa em comum, além, é claro, das cartas e de algumas regras: a obrigação de gritar muito.

Em sua maioria, as partidas de Truco são jogadas por quatro pessoas, mas podem também ser por seis (Foto: Divulgação / Jogos Sesi Juiz de Fora)
Em sua maioria, as partidas de Truco são jogadas por quatro pessoas, mas podem também ser por seis
(Foto: Divulgação / Jogos Sesi Juiz de Fora)

No Paraná, o truco paulista é o mais jogado. Ele utiliza o baralho francês, ao contrário da versão gaúcha, que utiliza o espanhol, e cujo principal diferencial é que cada mão vale um ponto, ao invés de dois, como em Minas Gerais.

A jogadora Paula Back aprendeu a jogar com o pai, mas nunca jogou de maneira profissional. Ela participou apenas de campeonatos entre amigos. Apesar disso, ela afirma que o truco é mesmo um esporte. “Igual ao pôquer, que é considerado esporte, mas depende da habilidade da pessoa”, justifica.

Um outro ambiente que o truco é figurinha carimbada é o dos estudantes universitários, fazendo parte inclusive de vários Jogos e Olimpíadas Universitárias ao redor do Brasil. Na Universidade Federal do Paraná, é jogado nos intervalos em campi como o Politécnico e o Agrárias, já que a Reitoria é dominada pelo ogrobol, o campus de Comunicação Social pelo Pebolim e o curso de Direito, no Prédio Histórico, pelo Pebas.

É no Agrárias, aliás, que está sendo realizado o 1º Torneio de Truco da UFPR. Ele já está no fim de sua fase de chaves, com quinze duplas, quase todas de estudantes do campus. “Tentamos fazer para os alunos dos três cursos aqui do Agrárias por causa do horário, senão complica muito para vir do Politécnico, do Botânico ou até mesmo da Reitoria”, explica Almir Mottin, estudante do quarto ano de Agronomia e um dos organizadores do torneio.

Ele ainda revela que há a intenção de se abrir uma segunda edição no próximo período, depois do esperado Campeonato de Sinuca que está previsto para ser realizado logo após o 1º Torneio de Truco. “Esse foi o primeiro campeonato. Ninguém conhecia direito, não tinha muita expectativa, daí foi mais devagar, mas o próximo deve ser melhor, ter mais duplas e tudo mais”, conclui.

 

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