Feira de Inverno da Praça Osório: veja o que ela oferece e conheça os feirantes

A Feira de Inverno é uma tradição entre público e feirantes; o evento oferece culinária diferenciada e artesanatos

Por Nicolle Schumacher

Organizada pelo Instituto Municipal de Turismo da Prefeitura Municipal de Curitiba, começou no dia 14 de junho a Feira de Inverno da Praça Osório, que segue até o dia 15 de julho, de segunda-feira a sábado, das 10h às 20h; e aos domingos, das 14h às 17h. Considerada pelos comerciantes e pelo público uma das tradições do inverno curitibano, neste ano a feira conta com 58 barracas, que vão desde artesanatos locais, até culinária típica da estação.

Tradicional evento de inverno de Curitiba, a feira oferece desde comidas brasileiras, até pratos internacionais (Foto: Nicolle Schumacher)

Além das comidas tradicionais do inverno, como o quentão – que pode ser encontrado por preços entre R$ 5 e R$ 8 -, a feira oferece comidas de diversas regiões do mundo. Na barraca da Itália, por exemplo, a fogazza faz sucesso e pode ser encontrada por R$ 14. O público também procura bastante pelo pierogi –  massa típica polonesa recheada em formato de meia-lua, parecido com ravióli –, que custa em média R$ 5,50 a porção com três  e R$30,00 a com 15. “Para mim, se tornou uma tradição vir todos os anos à feira e comer o pierogi, adoro a comida e o ambiente”, comentou a auxiliar de enfermagem Isabela Almeida.

A feira na visão dos feirantes

Além de comida, a feira também oferece produtos feitos artesanalmente por curitibanos (Foto: Nicolle Schumacher)

Para os comerciantes locais, a Feira de Inverno também é uma tradição. Muitos deles aguardam ansiosamente pela abertura do edital de inscrição. É o caso da artesã Neusa Maria da Costa, que expõe na feira há cinco anos e diz que, mesmo com a queda nas vendas, ela adora ir para interagir. “A gente fica esperando a feira com ansiedade, para começar a produzir as coisas. É muito bom vir aqui, interagir com os clientes e colegas”, conta Neusa. Ela ainda ressalta que os produtos precisam ser cem por cento manuais e de acordo com a estação do ano.

A cozinheira Gina Antunes, que participa da feira há 32 anos, é dona de uma das barracas mais tradicionais e antigas: o Pastel da Gina. Ela também comentou sobre a fidelidade dos clientes e diz que as vendas, pelo menos para o setor de alimentação, melhoram a cada ano. Gina comenta que, apesar de ser cansativo, é prazeroso por causa dos clientes. “Os adultos que vinham desde criança, hoje vem com suas famílias e continuam pedindo sempre pastel de vento ou de queijo. Eu amo essa fidelidade. Se eu não venho eles reclamam, mas em 32 anos eu nunca faltei”, afirma a feirante.

Franciele Inácio, que trabalha na barraca da Bahia, montada há mais de 23 anos na feira, comentou sobre as diversas brincadeiras que acontecem entre os feirantes, entre elas o rito de passagem, e destacou que esse ano o movimento está melhor. “Quando chega qualquer funcionário novo para trabalhar nas barracas, a gente fala que a pessoa tem que achar a chave para poder fechar a feira, só que a feira é aberta, então a pessoa fica perguntando de barraca em barraca, até chegar na certa. Aí alguém diz que é mentira e entrega uma chave enorme”, conta Franciele.

Apesar das tradições e dos elogios por parte dos feirantes, grande parte deles também comentou sobre a falta de segurança no local. Os comerciantes ressaltaram que têm de pagar segurança particular para tomar conta das barracas e dos produtos durante a noite, além de tentar manter uma boa relação com os moradores de rua para evitar furtos. “Temos que tomar cuidado porque eles tentam nos coagir e o público também. Os feirantes protegem uns aos outros, essa é a verdade”, comenta a artesã Alexandra, que monta sua barraca na feira há 7 anos.

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