Festival de documentário estudantil cria oportunidades para jovens cineastas

A terceira edição brasileira do Festival Internacional do Documentário Estudantil (FIDÉ) reuniu produçõse de estudantes de 12 países diferentes. Durante três dias, de 24 a 26 de abril, foram exibidos na Cinemateca 23 filmes originais de diferentes linguagens, abordagens e formatos.

O objetivo do festival é dar visibilidade e conversar sobre o fazer documentário (Foto: Jean Gemeli)
O objetivo do festival é dar visibilidade e conversar sobre o fazer documentário
(Foto: Jean Gemeli)

O FIDÉ surgiu na França, em 2008, com o objetivo de valorizar e expandir a produção documental realizada por estudantes do mundo todo, sem fazer do festival uma competição entre as produções. O projeto foi trazido ao Brasil em 2012 por professores da Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e, desde então, é realizado de forma independente, contando apenas com o apoio de alguns empresários locais.

Aqui, o festival acontece de maneira integrada à edição francesa, visto que os filmes que participam do circuito brasileiro servem como pré-seleção para o FIDÉ na França – que normalmente acontece no final do ano. Essa programação em comum visa facilitar o intercâmbio de documentários entre os países participantes.

Segundo Eduardo Baggio, um dos organizadores do FIDÉ Brasil, o festival não perde em termos de qualidade para outros eventos da área. “Não é porque os filmes são feitos por estudantes que terão qualidade menor, o nosso filtro é muito grande”, diz. Para ele, a variedade de olhares é o que diferencia o FIDÉ de outros festivais. “Essas abordagens, tendências do mundo, só podem ser observadas em um festival que integra vários países, esse é o objetivo do FIDÉ”, afirma.

Segundo Baggio, o principal resultado do evento é a bagagem que ele gera para os participantes e sua força motora é a adesão do público. “A organização tenta manter a qualidade cinematográfica, mas quem faz o festival acontecer de verdade é o público”, acrescenta.

Além dos filmes, o FIDÉ também contou com debates sobre o estudo e a prática do cinema documentário  (Foto: Jean Gemeli)
Além dos filmes, o FIDÉ também contou com debates sobre o estudo e a prática do cinema documentário
(Foto: Jean Gemeli)

Uma nova visão

Renato Ogata produziu o documentário “Corta-se Cabelo”, filme que foi bem recebido tanto no FIDÉ 2013 quanto em outros festivais, como o Festival Cel.U.Cine de Micrometragens. Esse ano, Ogata, que considera o FIDÉ uma oportunidade para os jovens cineastas conseguirem tirar seus projetos do papel, exibiu o “Privilégio” no festival – uma parceria sua com Danilo Daher.

“É importante um evento internacional como esse, ele oferece visibilidade e incentivo para os estudantes. Ainda mais quando envolve outros países, com visões diferenciadas”, diz Renato.

Segundo o estudante de cinema Augusto Fernandes, nesse evento os alunos têm a oportunidade de experimentar outras visões de mundo e as colocar em prática aqui no Brasil, cada um com sua particularidade. “Aqui no FIDÉ, temos a chance de acompanhar outras formas de documentário, não tão comerciais”, diz.

“Acabei de assistir o documentário belga ‘Golven’ em que eu pude entendê-lo somente com imagens, sem a necessidade de palavras”, exemplifica.

 

 

Para quem quer descobrir mais sobre o FIDÉ, é só acessar a página do festival, ou o Facebook.

 

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