FICBIC 2016: A importância do Circuito Universitário no Festival

Na edição de 2016 da FICBIC, o Circuito Universitário teve seus filmes exibidos na Cinemateca de Curitiba. (Foto: Karen Sailer)
Na edição de 2016 da FICBIC, o Circuito Universitário teve seus filmes exibidos na Cinemateca de Curitiba. (Foto: Karen Sailer)

O Circuito Universitário do Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba foi, mais uma vez, um sucesso. As mostras foram exibidas na Cinemateca de Curitiba e, segundo a organização, o intuito é levar novos realizadores ao público da cidade, reconhecendo o trabalho dos estudantes e promovendo um estímulo às futuras produções.

Para Mariana Souza Bernal, coordenadora de produção do FICBIC, o estudante de cinema precisa trocar experiências e ter um lugar para exibir os filmes. Dessa maneira, a entrada no mercado de trabalho será facilitada. Mariana ainda afirma que “participar de festivais, para estudantes de Cinema, é como participar de congressos, a troca de experiências e ideias podem ajuda-los.”

História

O Circuito Universitário foi criado em 2013 com uma mostra das produções dos cursos de Cinema e Audiovisual de Curitiba. Contava também com uma Mostra Universitária Competitiva, com a coordenação de Helena Santana e a participação de estudantes de todo o Brasil. Essa Mostra era dividida nas categorias de ficção, documentário, videoclipe e vídeo experimental.

Já nos anos de 2014 e 2015, as categorias da Mostra Universitária Competitiva foram divididas em ficção, documentário e vídeo experimental. Nesses anos também foi realizada a mostra das produções dos cursos de Cinema e Audiovisual de Curitiba.

Na edição de 2016, optou-se por realizar apenas a exibição das produções universitárias da capital paranaense, excluindo, então, a Mostra Universitária Competitiva. Em parceria com o Festival foram realizadas diversas mostras, nas quais filmes de instituições de ensino do Paraná foram exibidos.

Mostras

Em 2016, as mostras realizadas pelo Circuito Universitário foram as seguintes: Docnomads, Cine Egresso, Putz! e Mostra o Teu que Eu Mostro o Meu.

Durante as mostras do Circuito Universitário foram exibidos 23 filmes. (Foto: Karen Sailer)
Durante as mostras do Circuito Universitário foram exibidos 23 filmes. (Foto: Karen Sailer)

Docnomads é um projeto europeu de um curso de mestrado em Direção de Filmes Documentários. Ele é ofertado por três universidades parceiras criadoras do projeto, localizadas em Lisboa, Budapeste e Bruxelas. A Faculdade de Artes do Paraná – FAP (Unespar) assinou o Termo de Cooperação Acadêmica com o Docnomads no ano passado (2015). As atividades do programa compreendem o desenvolvimento de um projeto de filme documentário de curta-metragem.

O Projeto Cine Egresso é uma atividade de extensão da FAP que o objetivo é exibir e debater obras cinematográficas que contam com a participação criativa de alunos egressos do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade. Neste ano, o egresso convidado foi Alexandre Rafael Garcia, professor no Colégio Medianeira, no Centro Universitário FAE e na FAP. Da autoria do professor foram exibidos o documentário “Pastoreio” e o curta de ficção “Pequenos”.

Os curtas exibidos na mostra Putz! foram produzidos por alunos de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná. O projeto já foi aberto para todas as universidades brasileiras, sendo um festival de abrangência nacional. A última edição aconteceu em 2010 e, atualmente, os alunos de Comunicação da UFPR realizam a mostra interna e anualmente.

Mostra o Teu Que Eu Mostro o Meu

Em sua nona edição, a mostra universitária Mostra o Teu Que Eu Mostro o Meu exibe filmes produzidos pelos alunos da Faculdade de Artes do Paraná. Segundo Nicole Loiola, produtora e curadora, o evento foi uma iniciativa dos próprios estudantes para incentivar os colegas a desengavetar os filmes produzidos nas disciplinas e apresenta-los.

Atualmente a Mostra compõe o Cinema em Perspectiva, um evento do curso de Cinema e Audiovisual da FAP. Ele acontece anualmente e já era parceiro do FICBIC, mas este ano recebeu o convite da Bienal para integrar o Circuito Universitário.

Um dos curtas exibidos na edição de 2016 foi o “Livre, Era o Que Ela Mais Queria Ser”. Trazendo a temática de empoderamento feminino, ele foi produzido por três estudantes de Cinema e Audiovisual da FAP. Duanna Conti, uma das estudantes, acredita ser importante expor os trabalhos produzidos para ganhar uma maior visibilidade e, aos poucos, ir adquirindo reconhecimento no meio. Bruna Del Valhe destaca a importância de aprender a lidar com críticas, pois, ao serem exibidos, as estudantes podem ver a opinião dos outros.

O curta “Livre, Era o Que Ela Mais Queria Ser”, com a trilha sonora de Tiago Iorc, Liberdade ou Solidão, foi dirigido pelas alunas do 3º período de Cinema, Bruna Del Valhe, Camila Sailer e Duanna Conti. (Foto: Divulgação)
O curta “Livre, Era o Que Ela Mais Queria Ser”, com a trilha sonora de Tiago Iorc, Liberdade ou Solidão, foi dirigido pelas alunas do 3º período de Cinema, Bruna Del Valhe, Camila Sailer e Duanna Conti. (Foto: Divulgação)

“Iniciativas como esta são muito importantes para que as pessoas conheçam o que está sendo produzido, as questões que vêm sendo discutidas nos filmes e, principalmente, serve como uma porta de entrada para esses futuros cineastas”, afirma Nicole. Ela ainda complementa que, “além de mostrar os trabalhos entre colegas, a  mostra incentiva que os estudantes façam filmes, não apenas para as disciplinas, mas para o mundo.”

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