Universidade Federal do Paraná oferece graduações curiosas e não tradicionais

A primeira fase do vestibular da Universidade Federal do Paraná está chegando. No próximo dia 23 de outubro, milhares de candidatos resolverão uma prova objetiva, na tentativa de conquistar uma vaga na universidade. Há opções para todos os gostos, com sessenta cursos diferentes. Mas muito além dos mais concorridos, como Medicina, Direito, Publicidade e Propaganda e Medicina Veterinária, existem cursos que não são tão conhecidos e nem por isso perdem a sua importância. O Jornal Comunicação conversou com alunos de quatro cursos curiosos, para entender as diversidades e as funções de cada um.
Engenharia Cartográfica e de Agrimensura

Mariane Padilha em uma de suas aulas práticas
Mariane Padilha em uma de suas aulas práticas (Foto: acervo pessoal)

“É uma engenharia diferente e muito curiosa, me apaixonei pelo curso de cara”, diz Mariane Padilha, estudante de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura. Em meados do século XX, a Cartografia era usada pelos militares com enfoque estratégico para a segurança nacional. Na UFPR, o curso foi implantado no ano de 1977, com 40 vagas preenchidas pelo vestibular de 1976.

O objetivo do curso é capacitar os alunos para fazerem a representação e a interpretação da superfície terrestre através de mapas. Já na área de agrimensura, é a preparação de áreas para obras urbanas, da infraestrutura hidráulica, sanitária, elétrica ou de transporte.

Mariane fala que o que mais gosta no curso é das aulas práticas e das aulas de campo. “Desde o primeiro período já saímos pra campo onde aprendemos a manusear alguns dos equipamentos utilizados ao longo da graduação”, explica a aluna.         

 

Terapia Ocupacional

Wanessa e colegas de curso em visita técnica ao laboratório
Wanessa e colegas de curso em visita técnica ao laboratório (Foto: acervo pessoal)

Após prestar vestibular duas vezes para o curso de Psicologia, Wanessa Schneider decidiu ouvir a sugestão de uma amiga e escolheu Terapia Ocupacional como segunda opção de curso pelo Sisu. “Eu não sabia ao certo o que era o curso”, diz a estudante. O terapeuta ocupacional utiliza de tecnologias e atividades com o objetivo de integrar e reabilitar  a autonomia de pessoas com dificuldades de integração social, por problemas físicos mentais ou emocionais.

A respeito do curso, Wanessa diz que o que mais gosta é a essência dele, “se importar com os incapacitados em todas as dimensões, seja fisicamente, psicologicamente e/ou emocionalmente”. O profissional formado em Terapia Ocupacional poderá trabalhar em clínicas, asilos, casas de repouso, hospitais, instituições psiquiátricas, entre outros.

 

Tecnologia em Luteria

Alunos de luteria expondo suas produções
Alunos de luteria expondo suas produções (Foto: UFPR)

André trabalhou com seu pai em uma marcenaria quando era mais novo. Ao juntar esse fato à sua paixão pela música, escolheu o curso que queria fazer: Luteria. “Ter a habilidade de criar um instrumento musical do jeito que eu quiser, com uma qualidade muitas vezes superior aos feitos em fábrica, é algo muito recompensador”, relata André.

O curso ainda é novo: foi implantando na UFPR no ano de 2009, e reconhecido pelo MEC no ano de 2012. Apesar disso, já agrega alguns apaixonados. A cada ano, são oferecidas 30 vagas por turma. O objetivo da Luteria é a construção e manutenção de instrumentos musicais, como foco em instrumentos de corda, fabricados em madeira.

André fala que o curso foi a principal opção desde o ensino médio. Para ele, o mais gratificante é ver o instrumento ganhando forma. “O que eu mais gosto no curso é ver o instrumento adquirindo as características que eu mesmo planejei”, explica.

 

Informática Biomédica

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Uma das áreas da Informática Biomédica é o Processamento de Imagens (Foto: Reprodução)

Ciência da Computação, Ciências Biológicas e Ciências da Saúde: juntar as três áreas em uma só para avançar o conhecimento nas Biociências. O profissional de Informática Biomédica atua na área de pesquisa e desenvolvimento de algoritmos, sistemas de informação e tecnologias para solucionar problemas nas áreas Biológicas.

O aluno do curso de graduação de Informática Biomédica, Guilherme Gobi explica que, dentro do curso, existem três áreas dominantes: Gestão Hospitalar – que visa formar gestores em tecnologia da informação e desenvolvimento de softwares hospitalares -, Bioinformática – voltada para a parte de pesquisa nas áreas da biologia, como aplicações para mapeamento de código genético – e Processamento de Imagem – busca o profissional na indústria de aparelhos de imagem hospitalares, tanto no desenvolvimento quanto no suporte dos softwares em máquinas de ultra som, ressonância magnética, entre outras.

“Gosto do raciocínio que precisa ser usado para o desenvolvimento das matérias, […] 75% da grade é computação”, diz Guilherme. O curso, na UFPR, tem a duração de quatro anos e oferece 30 vagas anuais.  “As matérias de algoritmos são a base do curso, basicamente resolver puzzles que vão te estressar e testar sua paciência, mas no final ver seu trabalho pronto é muito satisfatório”, finaliza Guilherme.

 

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