Mostra Audiovisual na Cinemateca revela talentos da UFPR

Cinemateca de Curitiba cede espaço para a exibição de produções universitárias.
Foto: André Nunes

A 1ª Mostra Audiovisual de curtas-metragens e documentários produzidos por alunos de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aconteceu na última terça (16) e quarta-feira (17) na Cinemateca de Curitiba. O espaço cedeu o auditório para que as produções viessem a público pela primeira vez. Dez filmes e cinco documentários foram selecionados entre os 52 inscritos para o evento. Sob a supervisão do professor Élson Faxina, a mostra teve como objetivo divulgar para a comunidade o que se produz dentro da universidade pública.

No primeiro dia, a Cinemateca exibiu os curtas criados para a disciplina de Técnicas Básicas de TV, ministrada pelo professor que organizou o evento. Todo ano, essas produções experimentais disputam o chamado Prêmio Universitário Trash Zé do Caixão (Putz). Os “Putz” apresentados no espaço foram: “A maldição do deus repolho”, “Le Decom Noir”, “Cara, cadê meu braulho?”, “Crônicas de Alberto”, “Porra, Dolores”, “O quadro”, “O último conto do Oeste”, e “Uma odisseia em busca do campus perdido”.

Já os cinco documentários selecionados, divulgados no segundo dia da mostra, tinham como tema arte, religião e militância: “Caminho da alma”, “Dramática do transumano”, “Hijab”, “Ouça, Maria” e “Vida de inseto”.

Na noite de apresentação dos “Putz”, o público presente era composto, na maioria, por alunos envolvidos na produção dos filmes. A plateia preencheu um pouco mais da metade dos 104 lugares do anfiteatro João Batista Groff.

O aluno de Agronomia da UFPR Gustavo Hartmann conta que soube do evento através de um amigo que faz Jornalismo. “De início, imaginei que não seriam obras tão interessantes por serem amadoras”, comenta. A falta de conhecimento sobre os vídeos também é um ponto levantado por Washington Vargas, estudante de cursinho pré-vestibular. Para ele, a falta de informação sobre os temas abordados e a qualidade dos curtas foram motivos para que amigos não fossem prestigiar o espetáculo. “Eu fui, pois já conhecia parte do trabalho. Mas quem eu convidava não sabia do que se tratava”, diz Vargas.

O estudante Gustavo aplaudiu a iniciativa do curso. Segundo ele, a mostra é uma forma de incentivar o hábito de presenciar espetáculos culturais e de divulgar o talento dos jovens. “O evento superou as minhas expectativas. Gostei do enredo de todas as obras. Mas a desenvoltura dos atores e a história de faroeste do ‘O último conto do Oeste’ ganharam meu favoritismo”, revela.

A plateia preencheu um pouco mais da metade dos 104 lugares do anfiteatro. Foto: André Nunes

Por trás das produções

Para a produtora de “O Último Conto do Oeste”, Maryani Fuzetti, a exibição das películas serve de passatempo para a comunidade e, ao mesmo tempo, revela talentos do curso de Comunicação, que trabalham sem uma boa infraestrutura. Nos bastidores, ela conta a dificuldade de encontrar botas em Curitiba, já que o filme era do estilo “faroeste”. “Eu trouxe tudo de Campina, minha cidade, para cá”. Além disso, parte da gravação foi feita em Almirante Tamandaré, por causa dos ambientes que combinavam com o enredo.

Produto de um Trabalho de Conclusão de Curso que buscou desmistificar a visão preconceituosa sobre o Islamismo, o documentário “Hijab” foi produzido ao longo de um ano e meio de trabalho da dupla Maria Eduarda Simonard e Alan Pazian. “O nosso objetivo é repassar esse material para o maior número de pessoas possível, para que mais gente conheça um pouco uma comunidade que faz parte da história de Curitiba”, aponta Maria Eduarda.

 

A seleção

A seleção dos curtas foi realizada por uma equipe de quatro profissionais da área de Comunicação. Giselle Camargo, profissional da RPCTV, fez parte da bancada e orientou a comissão. Alguns critérios que pesaram na análise foram os problemas com iluminação, áudio e enquadramento, assim como a questão da história ser muito interna às questões e piadas do curso.

Depois de passarem por esses filtros, o organizador Faxina conta que sobraram 18 filmes que também tinham condições de serem exibidos. “Infelizmente só 10 poderiam entrar. Nos últimos dois anos, tivemos ‘Putz’ muito bons. Acredito que uns seis que não passaram esse ano podem vir a público nas próximas edições”, revela o professor.

 

Galeria

Confira as fotos do evento no link:  http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/jornal/materia-18180.html

 

 

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