O poder da coletividade feminina

O Movimento Feminista têm crescido consideravelmente nos últimos anos. Com a ascensão das redes sociais e maior facilidade da disseminação de notícias, cada vez mais mulheres têm aderido a este movimento. O Jornal Comunicação traz algumas matérias para debater o tema e levantar mais informações sobre.

 

Créditos: Coletivo Iara

 

As Universidades, palco de muitos debates, movimentos e até produções voltadas ao tema concentram os chamados coletivos: grupos de mulheres que se reúnem para discutir a desigualdade e a violência de gênero. Os desafios desses grupos são grandes, mas as mulheres, em conjunto, conseguem fazer a diferença no meio universitário.

 

 

Fora da graduação, as mulheres mostram o seu potencial também na literatura. Segundo uma pesquisa sobre literatura contemporânea, realizada por Regina Dalcastagné, professora da UNB, 72,7% dos escritores brasileiros são homens. Dentro da literatura, o quadro não é diferente: 62,1% dos personagens são homens, 71,1% dos protagonistas da literatura também são do sexo masculino e, enquanto 1,6% das obras não possuem personagens masculinos com papéis importantes, esse número salta para 15,9% quando se trata de personagens femininos. E foi pensando nisso, que foi criado o coletivo Marianas, projeto que visa a afirmação da identidade da mulher na literatura e na arte.

 

A importância dos coletivos se mostra cada vez mais forte, e mais do que apenas levantar debates, eles também visam alcançar e apoiar mulheres que sofrem violência de gênero. É o caso da “Todas Marias” – organização sem fins lucrativos, criada com o objetivo de auxiliar mulheres, oferecendo suporte para tirá-las da dependência econômica, social e emocional de seus abusadores.

Goretti Bussolo, fundadora da ONG, sofreu na pele a violência de gênero, e hoje, luta para que mais mulheres possam ser livres e não sofram mais agressões. A violência contra a mulher não é caracterizada apenas por violência física. De acordo com a Lei Maria da Penha, promulgada em 7 de agosto de 2016, a violência doméstica também pode se enquadrar em casos de violência psicológicas, como intimidações, perseguições e ameaças. Saiba como agir em caso de violência:

 

Muitas mulheres ainda sofrem com a violência. Através da Lei Maria da Penha, podem buscar ajuda e auxílio para que os seus agressores sejam punidos e elas tenham uma nova vida com segurança e condições de uma vida digna. Apesar de existir uma lei para esse problema social, não há prevenção e a legislação acaba não sendo cumprida pela falta de profissionais e de capacitação dos membros da justiça.

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