Olimpíada Brasileira de Cartografia chega à segunda edição

Competição criada em 2015 com o apoio da UFPR visa a popularização da disciplina em escolas e universidades

Por Daniel Tozzi

Neste ano de 2017 acontece a segunda edição da Olimpíada Brasileira de Cartografia (Obrac), evento educacional bianual que conta com o apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A competição busca despertar o interesse dos alunos para uma área de grande importância hoje (a cartografia) e popularizar este ramo do conhecimento nos cursos de graduação. As provas são destinadas a alunos de 13 a 19 anos de todo o país. As questões versam sobre temas relacionados à própria cartografia, com a possibilidade de exploração para outros campos – como história, matemática e demais elementos importantes para compreensão e interpretação do espaço.

Em pesquisa feita pela própria Obrac após a primeira edição, constatou-se que o “incentivo ao estudo” foi a motivação principal dos estudantes que participaram, seguida pelo “desafio da competição”. Outro dado importante é que 96% dos estudantes afirmaram que a prova ajudou a mudar suas visões sobre a cartografia.

Na edição de 2015, foram 1105 escolas participantes, num total de 4420 alunos e 1105 professores. Um resultado bastante surpreendente para a própria organização do evento, que reconhece o desconhecimento de boa parte da população sobre a disciplina de cartografia. No entanto, como cada escola só pode selecionar uma equipe, há certamente uma grande competição interna nos estabelecimentos de ensino para eleger o time representante da instituição. Fato que faz com que o número de pessoas interessadas ou envolvidas na olimpíada seja ainda maior.

“Desafios são incentivos para melhorar o rendimento escolar” (Foto: Juliana Firmino)

A professora Angélica Di Maio, do departamento de cartografia da Universidade Federal Fluminense (UFF) é presidente da comissão organizadora da Obrac, e aponta a necessidade de se despertar o interesse dos alunos pela cartografia. “Uma olimpíada é um desafio, e desafios são incentivos para melhorar o rendimento escolar de estudantes – que podem ser despertados para o estudo, neste caso, da representação espacial, da orientação e uso de mapas”, afirma.

Para o professor Luís Augusto Veiga, vice-coordenador do curso de Engenharia Cartográfica da UFPR e vice-presidente da comissão organizadora da Obrac, a cartografia tem uma importância histórica e atualmente é uma área bastante presente no cotidiano das pessoas; por isso, iniciativas como essa são fundamentais para a compreensão do conhecimento na área. “A cartografia acompanha a humanidade desde o começo e, atualmente, não é diferente. Existe hoje um grande investimento mundial em geotecnologia. Grande parte dos aplicativos de celular lançam mão de elementos da cartografia, como o Waze e o Facebook, apesar de muitos sequer saberem disso”, pondera o professor, que também reconhece que o curso de Engenharia Cartográfica ainda não possui uma grande procura.

 

Professor Luís Augusto Veiga, do departamento de engenharia cartográfica da UFPR é um dos organizadores da olimpíada( Foto: Daniel Tozzi)

UFPR

A UFPR tem um papel importante na criação e realização da prova. O professor Luis Augusto Veiga conta que a ideia de realizar uma olimpíada de cartografia surgiu através do encontro dele com a professora Angélica Di Maio. A partir de uma “conversa informal”, como ele mesmo aponta, os dois professores decidiram criar a competição.

Em 2015, ano da primeira edição, a UFPR participou da montagem do pedido de financiamento junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); da elaboração do regulamento, das questões e da correção da prova. Naquele ano, a etapa final da olimpíada ocorreu no Rio de Janeiro e a UFPR também estava presente, acompanhando e organizando o evento.

As inscrições são feitas online e cada escola inscrita é representada por apenas uma equipe, que deve ser constituída por quatro alunos e um professor (o técnico do grupo). Neste ano, a olimpíada será composta por duas etapas, ambas online – diferentemente de 2015 – quando a parte final da olimpíada foi presencial. A opção por realizar a competição totalmente à distância teve que ser tomada pois a comissão organizadora não conseguiu recursos junto ao CNPq para financiar uma etapa presencial. A expectativa dos organizadores é que o número de participantes supere o de 2015 e a meta da comissão da Obrac é manter a periodicidade de dois anos para as próximas edições.

Cartaz de Divulgação da Segunda Olimpíada de Cartografia (Foto: Divulgação – clique para ampliar)

Serviço:

Segunda Olimpíada Brasileira de Cartografia

Inscrições até dia 22/04/2017

Através do site:  https://www.eventbrite.com.br/e/ii-olimpiada-brasileira-de-cartografia-obrac-2017-registration-26668998693

Mais informações: http://www.olimpiadadecartografia.uff.br/

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