Os entreolhares da Bienal

A arte sob a perspectiva de quem estava presente na abertura da Bienal Internacional de Curitiba

Por Mariah Eduarda Colombo

Bienal Internacional de Curitiba, maior evento de arte contemporânea da América Latina foi aberta no último sábado (30). Este ano o evento  comemora 24 anos e homenageia a China sob o título de  “Antípodas – Diverso e Reverso”.

O evento conta com obras de artistas do mundo todo e tem apoio da Embaixada Chinesa, do Ministério da Cultura da China e da CAEG (China Arts and Entertainment Group).

O Jornal Comunicação esteve presente na abertura do evento e conversou com alguns dos visitantes, confira:

Foto: Mariah Eduarda Colombo

MAYARA CRUZ, estudante de publicidade
“No contexto que estamos vivendo, a arte se torna extremamente necessária porque as pessoas já não se expressam mais. Nós não pensamos sobre o que sentimos. E a arte é isso: refletir sobre o que sentimos. A gente pensa sobre o que envolve a gente, por que a gente faz o que faz, por que a gente vive, por que a gente entra nessa rotina que é a vida.”

Foto: Mariah Eduarda Colombo

ERICK OLIVEIRA, publicitário
“O museu é um espaço bem elitizado. A arte está disponível para a elite, mas as pessoas mais humildes se sentem excluídas desse espaço por uma série de motivos. O problema é esse. Por que não popularizar? Por que não trazer a população para ter contato com a arte, entender o que é a arte? Na verdade, não é uma coisa que se entende, mas é uma coisa que se sente, se absorve. Acho que falta isso, falta uma universalização real da arte, fazer com que a arte não seja só uma coisa para certas camadas sociais.”

Foto: Mariah Eduarda Colombo

GREYCE SANTOS, estudante de artes visuais
“Eu acho que a arte é sempre importante para tirar a pessoa do seu dia a dia, para chamar atenção para alguma coisa. Isso é o trabalho do artista: focar sua atenção em alguma coisa ou algum tema. Pode ser qualquer coisa, como a cidade, si mesmo, o que o artista sente ou até problemas pessoais. Ele pode universalizar isso de uma forma que as outras pessoas também se reconhecem. Focando a atenção dele no assunto escolhido e transformando isso em arte, o artista consegue fazer com que as outras pessoas também percebam aquilo que talvez elas não percebessem sozinhas. O artista consegue ter essa função de chamar atenção, dar um “chacoalhão” pro bem ou pro mal.”

A Bienal Internacional de Curitiba acontece até o dia 25 de fevereiro de 2017 em mais de 100 espaços culturais. Para mais informações acesse o site da Bienal.

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