Professores da rede estadual continuam a manifestação em frente a Assembleia Legislativa do Paraná

Professores protestam contra descaso do governo  (Foto: Plínio Lopes)
Professores protestam contra descaso do governo
(Foto: Plínio Lopes)

Os professores e funcionários da rede estadual de ensino continuam o protesto de ontem em frente à Assembléia Legislativa do Paraná na manhã e tarde dessa terça-feira (10).

A ação acontece para apoiar a greve geral dos professores da rede estadual e para lutar contra as medidas do ”pacotaço”, pacote de medidas que alteram aspectos das carreiras dos professores, enviado à Assembleia para votação pelo governador Beto Richa (PSDB). De acordo com informações do Sindicato dos Professores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), mais de 10 mil pessoas tanto da capital quanto das caravanas de outras cidades do Paraná já haviam passado pelo local.

Segundo a professora Rose Mari Gomes, Diretora da APP-Sindicato, as medidas do governador Beto Richa começaram antes do início aulas com a redistribuição das aulas, junção de turmas, diminuição de funcionários e finalização de projetos como rádio escolas, demissão dos contratados por PSS e a falta do pagamento do 1/3 de férias.

Além disso, na última quarta-feira (4) o governador do Paraná enviou um pacote de medidas para a Assembleia Legislativa referentes à carreira dos professores que devem ser votadas em um regime especial da Assembleia, chamado Comissão Geral. Dentro dele, estão dois projetos de Lei que afetam a carreira dos servidores públicos do Paraná (PLC 06/2015 e 60/2015).
”[O pacotaço] extingue as carreiras iniciais, o PDE – carreira onde o professor se especializava e ficava um tempo fora – e a progressão e promoção dos professores”, relata a Diretora da APP-Sindicato.

Na Comissão Geral, os projetos não precisam passar por nenhuma comissão, apenas a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e depois são encaminhados aos deputados para serem aprovados em sessão única. Normalmente, os projetos devem passar por três sessões. A votação que pode aprovar a instauração dessa comissão será realizado à partir das 14h30 de hoje (10).

Independentemente da aprovação ou não do ”pacotaço”, a APP-Sindicato já dediciu. ”Vamos continuar em greve por tempo indeterminado”, afirma Rose Mari.

O deputado Requião Filho (PMDB), um dos deputados que estão ao lado dos professores nessa luta, compareceu à manifestação e subiu no carro de som para convocar os outros deputados que estão indecisos na votação. ”Nós estamos falando de educadores, não de vândalos, estamos falando de uma categoria que busca defender os seus direitos contra um abuso do governador Beto Richa”, afirmou Requião Filho.

 

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