Retratos de um universo à parte nos Sebos curitibanos

Através da troca, venda e compra, os estabelecimentos ofertam obras raras e muitas vezes edições já esgotadas aos clientes

Por Ian Batista

Em meio a uma sociedade tomada pelo digital como nunca antes, os impressos encontram pequenos refúgios espalhados por Curitiba. São livrarias popularmente conhecidas como Sebos. Com um funcionamento que remete a uma “biblioteca underground”, obras são compradas, vendidas e trocadas entre os apaixonados pelo assunto, a um preço acessível aos mais variados bolsos. Entre a predominância dos livros, artigos como CD’s, DVD’s, discos de vinil, gibis e outras produções também são comercializadas.

O Jornal Comunicação visitou o Sebo Líder e a Livraria & Sebos Ousados, dois entre diversos sebos da na capital paranaense, e trouxe algumas imagens para mostrar um pouco do interior desses estabelecimentos ricos em cultura e diversidade artística.

A Livraria & Sebo Ousados é um dos 14 estabelecimentos do gênero que se localizam na área central da cidade. (Foto: Ian Batista)

“Aqui é um lugar de lazer e fuga do dia a dia”, define Breno Jamur (34), frequentador de Sebos há mais de 10 anos. (Foto: Ian Batista)

No andar de cima da loja, a bagunça das obras que não cabem no térreo dá uma ideia da quantidade imensa de acervo. Apesar da lotação de todas as estantes, ainda há livros que sequer puderam ser registrados no sistema. (Foto: Ian Batista)

“Gibis de super-herois sempre foram uns dos itens mais procurados por homens acima dos 40 anos”, afirma Isabelle Rocha, atendente da loja.

Apesar da tradição dos Sebos, as chamadas “Estantes Virtuais”  ganham cada vez mais força. São sites que reúnem cerca de 1.935 lojas, segundo dados da Folha de São Paulo. (Foto: Ian Batista)

No Sebo Líder, as longas prateleiras formam verdadeiros labirintos letrados. (Foto: Ian Batista)

Segundo Ronaldo Luiz, dono do estabelecimento, cerca de 170 mil livros e 15 mil discos de música preenchem as estantes do local. (Foto: Ian Batista)

Com o auxílio de espelhos bem posicionados é possível ter uma noção do tamanho desse mundo à parte. (Foto: Ian Batista)

“Os livros são nossos amigos silenciosos”, revela Clesius Marcus, colecionador de 72 anos, leitor desde os quatro. Além de volumes mais contemporâneos, o empório possui exemplares que datam do século XIX. (Foto: Ian Batista)

Entre as raridades oferecidas, a obra “The Plays”, de William Shakespeare, com 884 páginas e editada em Londres. (Foto: Ian Batista)

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