Segundo ato contra aumento da tarifa reúne jovens e Coletivos em Curitiba

Durante o ato, foi feita uma assembleia para decidir o caminho a ser percorrido (Foto: Lisye Zadorosny)
Durante o ato, foi feita uma assembleia para decidir o caminho a ser percorrido
(Foto: Lisye Zadorosny)

Eram quase 7 horas da noite quando manifestantes se reuniram na Boca Maldita, na última quinta-feira (5), para protestar contra o aumento da passagem de ônibus, anunciado na semana passada. O protesto, organizado pelo Movimento Passe Livre, Tarifa Zero e Frente de Luta pelo Transporte, contou principalmente com a presença de jovens e coletivos ligados a movimentos sociais, como o Quebrando Muros e Outros Outubros Virão.

Enquanto militantes desenrolavam suas bandeiras, muitos jovens aproveitavam para rabiscar cartazes e tirar fotos. “Era para ter bem mais gente, assim a tarifa não vai abaixar nunca”, reclamou o estudante Edson, que acompanhava o protesto.

Os coletivos seguiram um pouco separados, gritando e chamando a população para a rua. Atitude aprovada por uma manifestante que não quis se identificar. “Eu mesma já fui chamada pra dentro de um protesto por quem estava gritando na rua. É bom pra mostrar para população que tem gente lutando”, opinou.

O grupo saiu em direção à Estação Central, onde ocorreu o primeiro “catracaço” (ato coletivo de pular a catraca para não pagar a passagem). Já na Avenida Marechal Deodoro, decidiu-se por seguir até a o prédio da Prefeitura. Antes de liberar a via, um boneco que representava o prefeito Gustavo Fruet (PDT) foi queimado. O calor aqueceu a garganta dos manifestantes, que andavam depressa e cantavam sem parar. “Tem que mostrar que transporte não é mercadoria, não pode ser tão caro”, disse a mesma manifestante anônima – frase que foi repetida muitas vezes durante o ato.

Às 9 horas da noite a polícia já cercava o prédio da Prefeitura Municipal. Os participantes do protesto diminuíram o passo e começaram a planejar outro ato – terça-feira, às 18h, na Praça Santos Andrade. Alguns militantes optaram por voltar à Estação Central para o segundo e último “catracaço” do dia. “Temos que fazer isso para mostrar que é possível”, gritou uma anônima, com o rosto coberto por um lenço azul.

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